Saúde

Brasil não atinge expectativa de redução da mortalidade materna

A redução dos casos envolve mães que morrem no período da gestação até a oitava semana após o parto. Para FEBRASGO, os dados são referentes à atual realidade do sistema de saúde

Pedro Henrique Fonseca

Publicado em 22/06/2015 às 17:28

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A ONU - Organização das Nações Unidas deu um prazo ao Brasil para que até 2015 a redução na taxa de mortalidade materna fosse para 75% entre 1990 até o ano presente. Entretanto, mesmo que o resultado seja precoce, a ONU prevê que o país não cumprirá a meta imposta.

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A observação do não cumprimento se dá a pesquisa que faz parte do relatório de monitoramento da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher Cedaw, na sigla em inglês da ONU. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil reduziu sua taxa de mortes maternas em 43% de 1990 até 2013, menos que comparado ao Peru (64%), Bolívia e Honduras (61% cada).

A redução dos casos envolve mães que morrem no período da gestação até a oitava semana após o parto. Para FEBRASGO, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia - os dados são referentes à atual realidade do sistema de saúde, o qual tem notado uma queda significativa, nos últimos 10 anos, na qualidade do atendimento por parte dos enfermeiros ou médicos. Para a clínica BedMed, o problema está relacionado a falta de acompanhamento dos médicos, os quais não sabem dar seguimento, acompanhamento e rastreamento de um caso de saúde da gestante, seja na parte de ginecologista ou em clínicos gerais, trazendo assim complicações irreversíveis.

Conforme o relatório da Cedaw o perfil das mulheres que morreram em decorrência da gestação são negras e pardas (Foto: Divulgação)

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Conforme o relatório da Cedaw o perfil das mulheres que morreram em decorrência da gestação são negras e pardas. Como, por exemplo, entre 2009 até 2013 morreram 1.757 mães brancas e 3.034 mães negras e pardas, 73% a mais.

De 2000 até 2013, o país se posicionou em quarto lugar como a pior taxa de redução dessa ocorrência no mundo, estando ao lado de Madagascar e atrás apenas da Guatemala, África do Sul e Iraque.

Para FREBRASGO esse dado é uma vergonha visto que muitos dos problemas estão relacionados à falta de médicos e leitos superlotados. O problema está relacionado à falta de investimento do Estado na qualificação em medicamentos e estruturas.

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Contudo, por mais que as taxas de mortalidade não foram alcanças pelo país, os ministérios e associações ligados a saúde, tem ainda expectativa para atingir maior essa taxa de redução até o final do ano.

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