Casarão do museu em estilo vitoriano, tem âncora para recepcionar os visitantes / Carlos Nogueira/PMS
Continua depois da publicidade
Se Santos é sinônimo de praia, Centro Histórico, café e tantos outros símbolos que se confundem com o turismo da Cidade, o maior Porto da América Latina também é um forte representante da Cidade. Com isso, nada mais justo que também atraia a curiosidade das pessoas que visitam o Município.
Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.
Continua depois da publicidade
Com o Museu do Porto e visitas técnicas, turistas têm a oportunidade de conhecer a história e os detalhes por dentro da principal porta de entrada e saída de mercadorias do País, responsável por mais de 28% de participação na corrente comercial brasileira movimentando cargas de todos os estados e mais de 200 países.
Situado na Avenida Rodrigues Alves s/nº (esquina com a Rua João Alfredo), Macuco, o Museu do Porto está instalado em um casarão de estilo vitoriano de 1902. Foi inaugurado à visitação em 1989, mas fechado em 2020 em virtude da pandemia de covid-19. Com a reabertura em junho deste ano, voltou a mostrar documentos, peças históricas, biblioteca e equipamentos utilizados na construção dos primeiros metros de cais.
Continua depois da publicidade
No casarão, que foi residência dos engenheiros responsáveis pela construção do Porto, há 21 salas onde podem ser conferidas a evolução do cais, obras de Benedicto Calixto, ferramentas de marítima e náutica, informática, entre outros objetos.
RELÍQUIAS
No porão, encontra-se um tetraciclo construído em 1902 - ele andava sobre os trilhos e era utilizado para fiscalizar as obras do porto. Há ainda diversos equipamentos de segurança utilizados pelos trabalhadores como luvas, além de ferramentas e modelagens.
Continua depois da publicidade
Algumas das principais atrações estão no jardim, entre elas a locomotiva Lavoura, de 1889, utilizada no transporte dos primeiros blocos de pedra para a construção do cais; a lancha Igara, de 1926, utilizada nas visitas técnicas do porto, e o bico de proa do navio Ais Giorgis, que naufragou em 1974 e ficou no Estuário por 25 anos até ser resgatado. Outras relíquias são o sino, que no século 20 anunciava aos trabalhadores a hora de descanso e o fim do dia de trabalho, e uma bússola de 1892.
Para quem tem interesse nas questões da logística portuária, é possível visitar uma sala onde há uma maquete fiel ao complexo portuário e, inclusive, telas com câmeras viradas para o canal e mapas indicando a localização de navios fundeados aguardando para adentrar no cais.
A entrada no museu é gratuita. Ele funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h. Há visitas guiadas a cada 30 minutos.
Continua depois da publicidade
VISITAS TÉCNICAS
Quem quiser se aprofundar ainda mais na rotina portuária tem a possibilidade de fazer visitas técnicas (somente para turmas fechadas e cobradas). Com barco ou catamarã, há duas opções via marítima e uma por terra.
Após uma palestra sobre o presente e o futuro do Porto, no passeio de barco percorre-se toda a extensão do canal portuário com explicações sobre embarcações no local, as cargas que entram e saem diariamente e como o cais é organizado (áreas para granéis, contêineres, combustíveis etc.). É o momento mais instagramável do passeio, em que os participantes podem se deparar com o entra-e-sai dos gigantes que movem o comércio mundial, o trabalho intenso das lanchas da Praticagem e rebocadores durante as manobras e até as áreas de mangue preservadas que permeiam a área.
Continua depois da publicidade