SANTOS

Praça Mauá é palco da Luta Antimanicomial nesta quinta-feira

Os manifestantes levarão instrumentos musicais, arte e tinta, fantasias, lanche para compartilhar e muita liberdade

Carlos Ratton

Publicado em 18/05/2023 às 07:00

Atualizado em 18/05/2023 às 12:20

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Praça Mauá receberá atividades / Arquivo/PMS

Continua depois da publicidade

A Frente da Luta Antimanicomial Baixada Santista promove hoje, às 12 horas, na Praça Mauá, no Centro de Santos, uma ação para chamar a sociedade para diálogo e compreensão sobre o cuidado em saúde mental. O evento público chama-se "Alinhavando Mentes". Os manifestantes levarão instrumentos musicais, arte e tinta, fantasias, lanche para compartilhar e muita liberdade.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Shark Tank Brasil contará com empresário de Santos como jurado fixo

• Guardas municipais de Santos recebem treinamento para melhor atender pessoas com autismo

• Petrobras acha hidrocarbonetos em poço na Bacia de Santos

"Teremos silkscreen em camiseta com a arte do 18 de Maio. Então, traga uma camisa sem estampa para fazermos a impressão na hora", afirma um dos responsáveis pela Frente, que articula uma tarde de atividades com microfone aberto, material informativo, roda de conversa, piquenique e atividades culturais.

As bandeiras da Frente são pelo fim dos manicômios; da lógica manicomial; contra as formas de opressão e exclusão social; por cuidado em liberdade; em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e por um SUS antimanicomial.

Continua depois da publicidade

A Luta Antimanicomial vai se configurando a partir das discussões da Reforma Psiquiátrica, que ocorreram na década de 70 ao redor mundo. Na década de 80, ganha forças a partir da organização de trabalhadores da saúde mental, junto às pessoas usuárias de serviços/pacientes de cuidados em saúde mental e familiares.

Contudo, a discussão se estende a toda sociedade e diferentes movimentos e lutas populares, com bem aponta o Manifesto de Bauru (1987 - II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental).

Em 1989 acontece a Intervenção na "Casa de Saúde Anchieta" na cidade de Santos, também conhecida como "Casa dos Horrores" — um dos marcos da saúde mental de grande impacto para a cidade, fomentando a luta no cenário nacional.

Continua depois da publicidade

Para conscientizar a população que transitar pelo Centro, a Frente vai distribuir um impresso com o seguinte título: "Louco não se prende e saúde não se vende. Quem está doente é o sistema social".

Nele, o movimento explica que não há saúde sem saúde mental. Mas, na Baixada Santista, as promessas de acesso e cuidado em saúde mental comunitária são as mais esquecidas e desprivilegiadas.

Para os manifestantes, o manicômio não acabou no fechamento da Casa Anchieta, em Santos. Longe disso, ele sobrevive em cada falta de financiamento da saúde, avanço da terceirização, desproteção social. "Se o manicômio persiste, nossa tarefa é resistir", alertam.

Continua depois da publicidade

O Movimento Nacional da Luta Antimanicomial nasceu há mais de 30 anos, alinhado às lutas sociais, defesa dos Direitos Humanos e respeito à vida. O movimento cresceu e avançou para outras importantes bandeiras de luta, como a Reforma Psiquiátrica, a Redução de Danos, a Gestão Autônoma de Medicação (GAM).

"Em 2023, queremos juntar todas as bandeiras da saúde mental para animar a luta e mostrar nossa força, orgulho e protagonismo", finaliza o manifesto. 

Prefeitura participa da Luta 

Continua depois da publicidade

Seção de Recuperação Psicossocial (Serp) da Prefeitura de Santos venderá os artigos produzidos pelos seus usuários nas oficinas terapêuticas de encadernação, fuxico, crochê, costura, bordado e bijuteria hoje, na Praça Mauá, no Alinhavando Mentes.

A renda obtida com a venda dos artigos será totalmente revertida para a aquisição de materiais para a confecção de novas peças pelos usuários atendidos na unidade.

A Serp atende portadores de transtornos psíquicos e, por meio de oficinas de geração de renda, busca a melhoria da qualidade de vida, fortalecimento da autonomia e a inclusão social dos usuários. Usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os pacientes também participarão do evento.

Continua depois da publicidade

Mais Sugestões

Conteúdos Recomendados

©2025 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software