ESTADO

Governo de São Paulo dá indícios que projeto de túnel entre Santos e Guarujá sairá do papel

Empresários da construção civil seguem otimistas com a possibilidade

Da Reportagem

Publicado em 02/03/2023 às 17:41

Atualizado em 02/03/2023 às 17:51

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Hoje, quem precisa ir de uma cidade a outra tem apenas duas opções nem um pouco confortáveis / Divulgação

Nesta terça-feira, dia 28, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que está avaliando a criação de uma Parceria Público Privada (PPP) para finalmente tirar do papel uma obra esperada há anos pela população da Baixada Santista: a construção do túnel submarino entre Santos e Guarujá.

Hoje, quem precisa ir de uma cidade a outra tem apenas duas opções nem um pouco confortáveis: optar pela travessia de balsa ou percorrer 40 quilômetros pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

Segundo Tarcísio, a operação e a prestação de serviços de manutenção da infraestrutura também estão no escopo do projeto do túnel deve contar com investimentos de até R$ 4,6 bilhões. O tema já havia voltado a ser pauta na região com a recente visita do atual ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França. Principalmente, após afirmar que a construção do túnel não é uma tarefa tão complicada assim - com uma extensão de cerca de 1,7 quilômetros.

Palavras essas que são endossadas por Silvio Camargo, empresário membro da União de Construtores do Guarujá (UCG), que lembra, inclusive, que a obra já está desenhada tanto pelo Governo Federal, quanto pelo Estadual.

"O túnel, sem dúvida nenhuma, é melhor do que a ponte, que já está ultrapassada no mercado mundial. A obra realmente não é tão difícil de se fazer, já que a travessia é pequena. Os navios estão cada vez maiores e não temos que atrapalhar o tráfego. A ponte oferece mais riscos e um acidente poderia fechar a boca do canal".

O empresário enaltece o fato do secretário ser da região e poder trabalhar diretamente a favor do projeto, que vai envolver a construção civil com a modernização dos portos e o desfavelamento das linhas onde tem bacia para passagem das embarcações. Mas a individualidade dos municípios da Baixada Santista, é uma preocupação.

"Isso vai provocar uma enorme transformação na habitação social da região e vai dar um desenvolvimento para Guarujá muito maior do que se imagina. Mas as cidades não podem continuar pensando individualmente. Elas têm que ter projeto geral, e isso deve ser abordado nesse tema".

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Natália Resende, secretária de Meio Ambiente do Estado, entregou ao Conselho Estadual de Programas e Parcerias uma proposta para atualização de estudos de viabilidade do túnel. Segundo a pasta, uma vez aprovada a atualização dos estudos junto ao conselho, a pasta dará início às pesquisas para que o túnel saia do papel.

Tarcísio de Freitas atrelou a construção do túnel à privatização do Porto de Santos, uma de suas promessas de campanha eleitoral. Márcio França, por sua vez, se demonstrou contrário à medida e defendeu que o espaço continue sendo estatal.

Diante de tantas divergências sobre o assunto, Silvio lembra também sobre a importância de isolar os caminhões dos veículos comuns e do próprio VLT, principalmente porque trabalham com mais poluição. “A melhor opção para os caminhões seria a ponte para trânsito entre a Ilha Barnabé e Santos. Já existe até estudo para isso e as duas obras seriam interessantes. O governo do Estado e o governo Federal deveriam se entrosar para cada um fazer uma obra dessas e movimentar a região como um todo. Traria um desenvolvimento enorme para a cidade”.

Ele acredita que, com as obras do aeroporto e do túnel, o desenvolvimento imobiliário com certeza se dará. Sem falar em uma área na praia da Enseada, de quase 6 quilômetros, que está livre para fazer investimentos. Mas, segundo ele mesmo diz, é claro que precisa ter critérios e o plano diretor já está prevendo fazer esse desenvolvimento por etapas.

"É um desafio para construção civil também fazer a verticalização do município porque até a mobilidade urbana da ilha não permite tudo isso. Precisaria mexer muito na infraestrutura. Não sou muito favorável à verticalização exagerada, mas se tiver um uma torre para destacar, eu acho que ficaria bacana. Um prédio de 60 andares como atração turística. Por que não?".

E claro, com um esperado aumento populacional, a cidade precisa estar pronta para isso. Oferecendo oportunidades, formação de renda, educação, assistência social, esporte, lazer, saúde, segurança e transporte de qualidade. "Tudo isso para darmos esperança e expectativa às pessoas. Este é um grande desafio para Guarujá. Dizem que de três a quatro anos vamos estar presenciando esta obra acontecer. Tomara", enfatiza o empresário.

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