Farmácias da região oferecem postos de coleta para o recebimento de remédios / Nair Bueno/DL
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Remédios que passaram da validade não devem ser jogados no lixo. Eles contêm substâncias que geram riscos ao meio ambiente e à saúde humana. Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece como obrigatoriedade o correto descarte de medicamentos. Por isso, as farmácias da região oferecem postos de coleta para o recebimento desses produtos.
Em uma drogaria localizada na Avenida Ana Costa, em Santos, a procura pelo serviço é grande, garante a gerente. No fim da semana, a empresa responsável pela coleta retira os medicamentos e encaminha para o descarte correto.
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O descarte em vaso sanitário também não é adequado, já que as substâncias medicamentosas percorrem todo o caminho até uma estação de tratamento de esgoto e, posteriormente, vão para o mar.
Tanto, que um estudo publicado em 2017 pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em parceira com a Unisanta (Universidade Santa Cecília), mostrou
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que as águas da baía de Santos, cartão-postal da Baixada Santista, estão contaminadas por remédios. Os resultados apontaram a existência de cinco substâncias farmacêuticas em níveis elevados, entre elas, paracetamol (analgésico) e diclofenaco (anti-inflamatório).
Já agulhas e seringas devem ser embaladas e levadas para hospitais ou unidades de saúde, pois este tipo de material não é aceito em drogarias.
MULTAS
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Em Santos, quem for flagrado descartando remédios irregularmente, está sujeito a multas a partir de R$ 1 mil. A punição também vale para estabelecimentos que se recusarem a receber. Denúncias podem ser feitas na Ouvidoria.