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A família de Alex Souza Brasil, de 19 anos, que morreu afogado quando se banhava na represa do Iporanga, domingo (11), em Sorocaba (SP), teve uma surpresa quando recebeu o corpo para o velório. No lugar do ente querido, estava no caixão o corpo de Henrique Reis Lima, de 21 anos, que também se afogou no mesmo local.
A empresa funerária constatou que tinha ocorrido uma troca de corpos no Instituto Médico Legal (IML) da cidade. O corpo de Alex estava sendo preparado em outra funerária para ser velado pela família de Henrique. Os dois velórios sofreram atraso em razão da troca de cadáveres.
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O caso, revelado pelo jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, será agora investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, que responde pela gestão do IML. As famílias não querem falar sobre o assunto. Ao jornal, uma prima do morto, a estudante Fernanda Bonfim Brasil, disse que houve um clima de revolta quando o caixão chegou e foi aberto, por volta da meia-noite, e dentro dele havia o corpo de outra pessoa. "Eu mesma, quando não vi meu primo no caixão, fiquei em choque. Até cheguei a pensar que ele não tinha morrido."
Os dois corpos tiveram de ser levados de volta ao IML para a confirmação das identificações e a destroca.
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O diretor do instituto, Ivan Dieb Miziara, pediu que a corregedoria apure se a equipe de perícia que estava de plantão teria desrespeitado normas de identificação dos corpos. Os dois jovens eram amigos e tinham ido à represa com outros colegas para se refrescar do forte calor. Alex começou a se afogar e Henrique tentou salvá-lo. Os dois acabaram morrendo.