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Febre amarela: quase 60% das vítimas no estado de SP não sobrevivem

Desde 2007, os números mais expressivos de casos em mortes foram em 2009, 2017, 2018, 2019 e 2025

Ana Clara Durazzo

Publicado em 03/04/2025 às 09:38

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O imunizante está disponível em todas as UBS do estado / Freepik

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O estado de São Paulo confirmou 42 casos e 24 mortes por febre amarela neste ano. De janeiro a 31 de março, a doença matou seis em cada dez infectados.

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Desde 2007, os números mais expressivos de casos em mortes foram em 2009, 2017, 2018, 2019 e 2025.

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O ano de 2018 apresentou os maiores registros, com 517 casos e 164 óbitos no estado paulista.

De acordo com a responsável pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, Regina de Paula, a febre amarela tem ciclos, o que explica os anos com índices mais altos.

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Os principais fatores que influenciam são as mudanças climáticas, a urbanização, a baixa cobertura vacinal e a sazonalidade.

Dezembro é o período de maior transmissão da doença devido as chuvas.

Atualmente, 81,16% da população paulista está vacinada contra a febre amarela. A meta é alcançar 95%.
Todo o estado de São Paulo é endêmico para febre amarela no momento.

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Transmissão

O ciclo da doença é silvestre, sendo transmitido por meio dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. 

O mosquito pica o macaco infectado e depois o ser humano.

A febre amarela urbana tem como vetor o Aedes aegypti e não é registrada desde 1942 no Brasil.

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Letalidade

Os sintomas da febre amarela aparecem cerca de três dias depois da transmissão.

O início é uma febre súbita, além de calafrios, dor de cabeça e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.

A letalidade é alta visto que o vírus pode invadir o fígado, se replicar e causar hepatite fulminante.

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No agravamento do quadro, pode ocorrer febre alta, hemorragia, pele e olhos amarelos, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Vacinação

Se você planeja se deslocar para locais com registro de transmissão de febre amarela, deve se vacinar ao menos dez dias antes da viagem.

Crianças menores de cinco anos devem tomar duas doses do imunizante.

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Caso a pessoa tenha tomado uma dose antes de completar cinco anos, deve receber uma dose adicional.

Para o restante da população a vacina é oferecida em dose única, com validade por toda a vida.

Pessoas acima de 60 anos devem passar por avaliação médica antes de receber a vacina.

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O imunizante está disponível em todas as UBS do estado.

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