PL DAS FAKE NEWS
Lideranças disseram que projeto não prevê censura, mas criar um ambiente mais saudável, principalmente para crianças e adolescentes
Congresso Nacional / Fabio Rodrigues Pozzebom
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Líderes religiosos de diversas vertentes estiveram na Câmara dos Deputados nesta terça-feira para manifestar a necessidade de a Câmara acolher o PL 6.230, mais conhecido como PL das Fake News. Segundo eles, o texto do Projeto de Lei em nenhum momento manifesta a intenção de censurar pessoas, mas em criar um ambiente virtual mais saudável e protegido, principalmente para crianças e adolescentes.
O encontro uniu religiosos da Igreja Batista Marapendi, da Igreja Betesda, da Igreja Metodista, da Igreja Batista Nazareth, franciscanos, entre outras denominações.
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Para os religiosos, que deram uma entrevista coletiva, não tem sentido votar contra uma pauta que defende interesses conservadores, que são os mesmos defendidos por eles.
“Me causa espécie saber que deputados da Frente Parlamentar Evangélica, que primam por causas e pautas conservadoras, estão agora contra a pauta mais conservadora desse Congresso Nacional que é a defesa das crianças e adolescentes”, disse Sérgio Dusilek, da Igreja Batista Marapendi.
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“As plataformas digitais não podem pautar um país inteiro. O Brasil é um país soberano”, disse Ricardo Gondim, pastor da Igreja Betesda.
Nesse fim de semana, o relator do PL, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), já tinha saído em defesa ao texto construído. Ele disse à imprensa que a tentativa de barrar a votação do projeto, que vem sendo feitas pelas big techs, tem ocorrido de maneira “sórdida e desesperada”, para impedir a votação do texto.
Mochilas silenciosas, discursos nem tanto
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Nesta terça-feira, o Avaaz – uma rede para mobilização social global – fez um protesto no gramado da Câmara, ao colocar mochilas vazias se referindo a estudantes, professores e funcionários mortos em ataques às escolas brasileiras nos últimos 10 anos.
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) se posicionou pelas redes sociais.
Para o deputado, é fundamental considerar que 93% dos brasileiros não consideram a internet segura para crianças e adolescentes, segundo pesquisa da Avazz. “Não vamos permitir que os interesses das big techs, e da extrema direita criminosa valham mais que a segurança dos nossos filhos”, tuitou Boulos.
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Já opositores da proposta veem risco à liberdade de expressão. De acordo com o deputado deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), o projeto “vai levar a internet à censura”.
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