MUNDO

Trump é considerado culpado por abuso sexual e pagará US$ 5 mi a escritora

O júri, no entanto, reconheceu o abuso sexual, mas não o crime de estupro

FOLHAPRESS

Publicado em 09/05/2023 às 22:03

Compartilhe:

Donald Trump / Reprodução/Globonews

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi considerado culpado por abuso sexual e difamação em um caso na esfera cível movido pela escritora e ex-jornalista E. Jean Carroll.
Trump terá que pagar US$ 5 milhões (o equivalente a R$ 25 mi) como indenização a Carroll, sendo US$ 3 milhões (cerca de R$ 15 mi) por difamação e US$ 2 milhões (R$ 10 mi, aproximadamente) pelo abuso, segundo o jornal norte-americano Washington Post.

O júri, no entanto, reconheceu o abuso sexual, mas não o crime de estupro. A ação julgava uma acusação feita pela escritora de 79 anos contra o ex-presidente, alegando que Trump a estuprou em uma loja de departamento de Nova York na década de 1990.

Ex-colunista da revista Elle, a escritora também afirma que Trump a difamou depois que ela tornou pública sua acusação em um livro em 2019.

Ao se defender judicialmente, Trump negou as acusações de estupro e chamou a vítima de 'doente mental'.

No entanto, após acusação e defesa apresentarem alegações finais no julgamento civil em Nova York, ontem, mas o júri entendeu que o empresário teve responsabilidade direta em ações que prejudicaram Caroll.

"Eu não tenho ideia de quem é essa mulher. Esse veredito é uma desgraça - uma continuação da maior caça às bruxas de todos os tempos", disse Trump.
Trump foi considerado culpado, mas não será preso por este crime. Processos cíveis buscam reparação à vítima, enquanto os criminais resultam em possíveis prisões.

E. Jean Caroll não denunciou o então magnata à época e o crime já prescreveu, o que significa que ele já não pode mais responder criminalmente pelo ato.

De acordo com a emissora Fox, no entanto, o processo cível foi possível, mesmo após a prescrição, graças a uma legislação recente de Nova York, que garante, especificamente, a vítimas de ataques sexuais no passado, que busquem reparação de seus supostos agressores, independentemente de quando tenha ocorrido o ataque. Na prática, a lei suspende temporariamente a prescrição do crime, abrindo margem para compensação às vítimas (mas apenas no campo cível).

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Diário Mais

Estudo preocupa ao encontrar microplásticos no cérebro de pessoas em São Paulo

As partículas e fibras deste material aumentam os riscos de morte por AVC e infarto

Cotidiano

iFood divulga processo seletivo para diversos cargos; veja como participar

Oportunidades de emprego atendem profissionais com ou sem experiência e para toda as regiões do Brasil

©2024 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software

Newsletter