Acunã, da Argentina, sofreu preconceito em seu último jogo / Reprodução
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Nas últimas partidas de futebol em seu território, a Espanha registrou mais dois de racismo.
A disputa entre Sestao River e Rayo Majadahonda, pela terceira divisão do campeonato nacional, foi suspensa nos minutos finais do segundo tempo. O senegalês Cheikh Sarr, 23, goleiro do Rayo Majadahonda, foi expulso por ter atacado torcedores que, de acordo com o clube, proferiram gritos racistas contra o atleta.
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A equipe decidiu deixar o campo, e o Rayo Majadahonda reprovou o episódio: "Nossa equipe não retomará a partida após receber insultos racistas inaceitáveis ao nosso jogador. Condenamos qualquer tipo de insultos racistas no esporte".
Marcos Acuña, 32, lateral do Sevilla, também foi alvo de ataques da torcida adversária. O argentino foi chamado de "macaco" por um grupo de torcedores do Getafe durante o segundo tempo de partida do Campeonato Espanhol disputada no estádio Alfonso Pérez, em Madri.
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Depois de notar o insulto racista, o árbitro acionou o protocolo do torneio para casos desse tipo. O jogo foi paralisado, e um alerta foi emitido no sistema de som do estádio. O Sevilla e a organização do campeonato condenaram o episódio em postagens nas redes sociais.
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"Não há lugar no esporte para atos racistas ou de ódio. LaLiga condena veementemente qualquer gesto de racismo e continuará a trabalhar para erradicar esse comportamento intolerável do nosso esporte", publicou LaLiga, organizadora da competição.
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O técnico do Sevilla, Quique Sánchez Flores, também afirmou ter sofrido insultos durante a partida. Segundo o treinador, membros da torcida adversária o chamaram pejorativamente de "cigano".
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"Tenho orgulho absoluto, por todos os poros de minhas veias, de poder respirar cigano, mas uma coisa é ser cigano ou parte cigano, e outra é isso ser usado como insulto racista. Acho isso abominável", disse.