Habitação, saúde, alimentação e lazer estão entre as áreas mais afetadas / Freepik
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A classe média brasileira enfrenta um momento desafiador. O aumento do custo de vida, a estagnação salarial e a inflação fizeram com que itens antes considerados acessíveis passassem a ser vistos como verdadeiros luxos. Habitação, saúde, alimentação e lazer estão entre as áreas mais afetadas por essa nova realidade econômica.
Essa mudança no padrão de consumo tem levado muitas famílias a reverem suas prioridades, cortando despesas que antes faziam parte da rotina e buscando alternativas mais acessíveis para lidar com os desafios financeiros do dia a dia.
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Consultas médicas, exames e procedimentos preventivos ficaram mais caros, dificultando o acesso da classe média à saúde básica.
Além disso, os reajustes nos planos de saúde tornaram inviável para muitas famílias a manutenção desse serviço, levando a um aumento na procura pelo sistema público de saúde.
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Com os preços dos imóveis em alta e os salários sem reajustes significativos, a compra da casa própria se tornou um desafio maior.
Além disso, o aluguel compromete uma parcela expressiva da renda mensal, tornando ainda mais difícil a formação de uma reserva para aquisição de imóveis.
O aumento dos preços dos alimentos afetou diretamente o orçamento das famílias.
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Produtos essenciais, como arroz e feijão, sofreram reajustes consideráveis, obrigando muitos brasileiros a buscarem alternativas mais acessíveis e reduzirem o consumo de certos itens.
Mensalidades escolares subiram e se tornaram um peso maior no orçamento das famílias que optam por escolas particulares.
Além disso, os custos com material escolar e atividades extracurriculares também aumentaram, fazendo com que muitos pais migrassem seus filhos para a rede pública.
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As viagens, que antes faziam parte da rotina de lazer da classe média, passaram a ser cada vez mais espaçadas.
O aumento dos custos de transporte e hospedagem tem levado muitas famílias a cancelarem ou postergarem planos de turismo, priorizando gastos essenciais.
Ir a shows, teatros e cinemas também se tornou menos acessível. O preço elevado dos ingressos e os custos de deslocamento fizeram com que eventos culturais fossem deixados de lado na lista de prioridades da classe média.
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Com a perda de acesso a esses itens, muitas famílias têm buscado alternativas para se adaptar à nova realidade.
Cortes em despesas supérfluas, compras de segunda mão e a priorização de serviços essenciais são algumas das estratégias adotadas.
A mudança de consumo da classe média reflete os desafios econômicos enfrentados pelo país e levanta questionamentos sobre a necessidade de medidas que auxiliem essa parcela da população a manter sua qualidade de vida.
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