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Muro limita acesso a uma das melhores praias do Brasil e gera polêmica

A construção de um muro está limitando o acesso público ao local, levantando discussões sobre os direitos de propriedade privada e o direito constitucional

Fábio Rocha

Publicado em 27/03/2025 às 11:35

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A situação em Maracaípe reflete um problema recorrente em várias regiões / depositphotos.com / gustavofrazao

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A Praia de Maracaípe, uma das mais conhecidas e visitadas do litoral de Pernambuco, está no centro de uma polêmica que tem repercutido nacionalmente. 

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A construção de um muro de 576 metros está limitando o acesso público ao local, levantando discussões sobre os direitos de propriedade privada e o direito constitucional de acesso às praias. A barreira foi erguida por um empresário local e tem gerado protestos de ambientalistas, moradores e turistas.

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A polêmica começou em 2022, quando a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) autorizou a construção de um muro de 250 metros com o argumento de que a estrutura serviria para conter a erosão costeira. 

Inclusive, há uma icônica praia do litoral de SP está sendo engolida pelo mar gradativamente.

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No entanto, segundo o Ibama, o empresário construiu um muro mais que o dobro do tamanho autorizado, totalizando 576 metros. Além disso, um estudo do órgão concluiu que não havia erosão significativa na área antes da obra, contestando a justificativa dada para a construção.

O caso ganhou ainda mais força após especialistas apontarem que, longe de conter a erosão, o muro estaria agravando o problema. Segundo análises ambientais, a barreira tem modificado o ecossistema da região, prejudicando a fauna e a flora locais. 

Em meio à controvérsia, uma decisão judicial determinou a remoção do muro, mas até o momento a estrutura segue de pé. Enquanto isso, moradores e turistas enfrentam dificuldades para acessar a praia, que antes era livremente frequentada por banhistas e surfistas. 

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A situação em Maracaípe reflete um problema recorrente em várias regiões litorâneas do país, onde disputas entre interesses privados e o direito coletivo ao acesso às praias geram conflitos. 

 

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