Muitas pessoas ainda tem dúvida sobre qual utilizar: banha de porco ou óleo de soja / Reprodução/Youtube
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Diariamente muitas pessoas têm como dúvida qual a melhor opção de gordura para usar no dia a dia: banha de porco ou óleo de soja. Mesmo com diferenças na composição, essas gorduras sofrem alterações quando aquecidas.
Enquanto um tem origem animal e outro vegetal, suas composições variam, sendo um mais rico em gorduras saturadas e o outro em gorduras insaturadas.
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Segundo a médica endocrinologista Daniele Zaninelli, em entrevista à Gazeta de São Paulo, as gorduras saturadas possuem um aspecto sólido em temperatura ambiente, onde o consumo excessivo pode aumentar os níveis sanguíneos de colesterol ruim.
Já a nutricionista Thaís Barca recomenda para quem tem colesterol alto, o consumo de óleo de soja, pois é mais rico em ácidos graxos, que auxiliam no controle do colesterol ruim e evitar o depósito de gordura nas artérias.
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A gordura saturada, presente na banha do porco, se consumida em excesso, pode elevar os níveis de colesterol ruim e aumentar os riscos de doenças como infarto e acidente vascular cerebral.
Neste cenário, Thaís comenta que a substituição de calorias provenientes de gorduras saturadas por insaturadas diminui o risco cardiovascular.
Então, os óleos mais ricos em gorduras insaturadas (como óleo de soja) podem trazer mais benefícios à saúde, desde que consumidos com moderação.
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Porém, o óleo de soja e as gorduras insaturadas não apresentam apenas benefícios, pois esse tipo de gordura pode causar danos à saúde ao ser colocado em temperaturas acima de 180ºC, uma vez que seus componentes se tornam tóxicos ao organismo depois de serem expostos a essa temperatura.
Segundo um estudo publicado por Polyana Pastorelo Niehues e Sonia Bordi, acadêmicas do Curso de Nutrição da Faculdade União das Américas, foram analisados os efeitos da banha e do óleo de soja sobre os níveis de colesterol sérico no organismo humano.
De acordo com a pesquisa, o óleo de soja aumentou mais a porcentagem de gordura e o peso corporal em comparação com as pessoas que consumiram banha.
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Quase a totalidade dos alimentos ultraprocessados comercializados em duas capitais brasileiras possui alto teor de gordura, sódio e açúcar adicionado ou contém substâncias químicas que podem fazer mal à saúde.
Foram analisados os dados de quase 10 mil itens, incluindo biscoitos, embutidos, bolos, doces, refrigerantes, chocolates, alimentos congelados (como pizzas e lasanhas), bebidas lácteas, sorvetes e molhos industrializados disponíveis em supermercados.
No total de alimentos classificados como ultraprocessados (71,9% destes), 97,1% deles tinham sódio, gordura ou açúcar adicionado em excesso.
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