Cotidiano

Transporte público: Usuários das linhas intermunicipais só têm reclamações

As queixas são sempre as mesmas: atrasos, ônibus lotados, ponto de ônibus ignorados, falta de segurança e passagem cara

Publicado em 24/02/2014 às 12:55

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Ao questionar usuários sobre a experiência com os transportes intermunicipais, não há quem dê um elogio. As reclamações são sempre as mesmas e até a Empresa Metropolitana de Transporte Urbano de São Paulo (EMTU-SP) confirma isso. Segundo a empresa, as principais reclamações dos usuários estão relacionadas a atrasos, descumprimento de partidas, comportamento dos motoristas e cobradores e falta de respeito ao sinal de parada.

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Ainda segundo a EMTU-SP, os usuários podem contribuir para o gerenciamento do sistema e garantia da qualidade dos serviços prestados, fazendo sugestões e reclamações na Central de Atendimento ao Cliente 0800 724 0555, que funciona de segunda a sexta–feira, das 7 às 19 horas, por meio do site www.emtu.sp.gov.br, ou nos terminais da EMTU/SP. Para identificação do condutor é importante informar o prefixo do ônibus, data e horário da ocorrência.

Confira as reclamações de quem utiliza o serviço todos os dias:

Tatiane dos Reis Santos, 20 anos, estudante e moradora da Ilha Caraguatá, em Cubatão

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“Sou estudante universitária e uso o transporte público diariamente, pego sempre a linha 918, Jardim Caraguatá – Ponta da Praia. Para ir para a faculdade pego o horário de 17h40, mas sempre chego ao ponto com uns 15 minutos de antecedência, pois já teve dias que o ônibus passava antes do horário estipulado no site. Muitas vezes o horário de 17h40min não passa, o próximo seria de 18h02min, pegando esse já chego atrasada na faculdade uns 10 a 15 minutos. Na hora de voltar para casa é pior, chega a ser estressante, já teve dois dias seguidos que fiquei mais de 45 minutos no ponto, no Canal 7 em frente à panificadora Rainha da Barra, antes do Ferry Boat, dependendo do horário o local se torna perigoso, quase não passa ninguém e, muitas vezes, vou sozinha para o ponto de ônibus por volta das 22h30. O transporte público tem muito que melhorar, começando a respeitar os horários de saída que estão disponíveis no site, pois tem gente que acorda e planeja seus dias a partir disso”.

O DL recebeu diversas reclamações de usuários dos õnibus intermunicipais (Foto: Matheus Tagé/DL)

Lidiane Silva, 33 anos, assistente administrativa financeira e moradora da Fabril, em Cubatão

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“Moro na Fabril, em Cubatão, e trabalho em Santos. Dependo do transporte intermunicipal e utilizo somente a linha 906. O meu problema é na hora de vir para casa, todos os dias. Saio às 17h20, chego no ponto entre 17h28 e 17h35. O ponto é na Rodovia Anchieta, próximo ao Monumento do Peixe (Passarela da Alemoa). Tem um ônibus que passa ali exatamente às 17h40, mas dificilmente eles param, às vezes porque está lotado, às vezes porque o motorista não para mesmo. Os motoristas alegam que ali tem assalto, mas graças a Deus, em um ano e dois meses nunca fui assaltada e nunca vi nenhum ônibus ser assaltado ali. Já fiquei no ponto esperando mais de uma hora. Já cheguei no ponto às 17h32 e saí às 19h28, isso porque tive que pegar a linha 933 - Humaitá, senão mofaria ali. Nesse dia passaram cinco ônibus da linha 906 e nenhum parou. O grande problema também é que nesse intervalo de tempo raramente passa o 917 (Usiminas) e daí o pessoal que mora no centro de Cubatão acaba pegando o 906, por isso quando passa ali no ponto onde estou já está lotado. Quando o ônibus para e eu entro, em todas as vezes eu não passo a catraca, fico no degrau espremida. Só consigo passar a catraca quando o ônibus para na Vila dos Pescadores. Para não ficar esperando no ponto sozinha, porque depois das 18h00 é difícil o ônibus parar, agora eu pego o que parar primeiro (936, 932 - Gleba, 918, 933), daí desço na Vila dos Pescadores atravesso a passarela e pego o municipal ou uma lotação para a Fabril”.

Karina Ferreira de Jesus, 25 anos, professora e moradora do Jardim Casqueiro, em Cubatão

“Oi, sempre usei o transporte público para me locomover até o trabalho (sou professora e trabalho em São Vicente, na Área Continental). Sofri muito com a precariedade do sistema público de transporte intermunicipal, ônibus sujos, lotados e sem contar que já fiquei três horas em um ponto de ônibus esperando as linhas 945 e 938 (ambas as linhas que fazem São Vicente/Cubatão). É um desrespeito, pois as passagens são caras, na maioria das vezes você vai em pé sem conforto e sem segurança, e espera horrores nos pontos de ônibus mal planejados (alguns sem proteção contra o sol e a chuva). Em 2011 e 2012, eu trabalhava no Humaitá e pegava a linha 933 que vem de Santos e passa pela Anchieta. Pegava o ônibus das 6h20, embaixo da passarela da Vila dos Pescadores e, muitas vezes, os motoristas ignoravam a minha presença e passavam direto, fazendo com que eu chegasse atrasada e ficasse mais tempo exposta ao perigo.

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Em 2013, precisei (mesmo sem tempo e dinheiro) tirar a minha habilitação, pois não tem condições de depender do transporte público para trabalhar”.

Eliton Ferreira, de Praia Grande

“Eu utilizava a linha 931 (Praia Grande/Santos). Pegava o ônibus às 6 horas cheio até a porta. Não tinha como se sentar, pois estava tão cheio que ele nem parava nos próximos pontos. Quanto ao tempo de espera, não cheguei a esperar muito, porém, se eu perdesse um ônibus, o outro só vinha muito tempo depois. Já deixei de subir por estar lotado, como já não pararam por estar lotado também. Para melhorar, acho que mais ônibus deveriam ser postos para rodar, pois os que rodam hoje não dão conta. Todos passam cheios, desde sua origem”.

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