TV Cultura é administrada por Fundação Padre Anchieta / TV Cultura
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A TV Cultura anunciou, em setembro, a demissão de 116 funcionários e a suspensão de oito programas, devido à queda nas receitas publicitárias e na prestação de serviços para terceiros.
Com 841 funcionários sob regime CLT, a emissora afirma que as decisões levaram em conta a audiência e o faturamento de suas atrações.
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Sob anonimato, funcionários apontaram ao jornal Folha de S.Paulo, falta de equipamentos adequados, fazendo com que seja necessário uso de recursos próprios, como microfones, para gravações externas.
A TV Cultura refutou as alegações, afirmando que nenhum colaborador precisa arcar com equipamentos e destacou investimentos realizados.
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A Fundação Padre Anchieta disse, por exemplo, que investiu R$ 5 milhões em equipamentos no último ano e que demissões podem ser revertidas com a recontratação de ex-funcionários no futuro.
Administrada pela Fundação Padre Anchieta, a emissora tem parte de seu orçamento financiado pelo governo estadual e complementado pela venda de produtos e serviços.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enviou uma proposta orçamentária de R$ 211 milhões à Assembleia Legislativa para o próximo ano. Um pouco acima dos R$ 208 milhões que a fundação recebeu este ano.
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No entanto, o orçamento não inclui despesas como água, luz ou recuperação de imóveis.
Além disso, R$ 12 milhões foram congelados no início do ano, dificultando a operação da emissora. Embora o montante tenha sido desbloqueado em setembro, o atraso prejudicou a gestão da fundação.