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Agora é oficial. Os taxistas de Santos têm regras a cumprir para exercer o serviço. O prefeito, Paulo Alexandre Barbosa, assinou ontem o decreto que torna obrigatória a padronização dos veículos. A Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET-Santos) vai convocar os que ainda não se adequaram. Depois disso, as licenças dos motoristas começam a ser suspensas.
A faixa verde na lateral e capô já é vista na maioria dos táxis brancos e pratas em Santos. No entanto, até 2 de abril, quando expirou o prazo para os motoristas se encaixarem nos padrões, faltava ainda a adaptação de 6% da frota, mais de 60 carros.
O presidente da CET-Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, diz que a suspensão da licença dos permissionários que continuam circulando com os veículos fora do padrão não será feita de imediato. A companhia vai, primeiro, convocá-los para que realizem as adequações. Se, depois disso, os motoristas persistirem em rodar de forma irregular, terão as licenças suspensas.
“Não é que a Prefeitura vai estender o prazo. Nós só não vamos ser radicais e sair suspendendo as licenças. Uma equipe da CET vai fiscalizar os carros que ainda não estão padronizados e vamos alertá-los”, disse o presidente da CET.
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Durante a assinatura do decreto, no salão nobre do Paço Municipal, ontem, Paulo Alexandre ressaltou que a padronização não se trata de uma adequação em razão da Copa do Mundo. “Nós estamos melhorando cada vez mais a qualidade de recepção do turista em Santos de uma forma geral. Santos é uma cidade turística e recebe muita gente em várias épocas do ano”.
Idioma
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Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas de Santos, Luis Antônio Guerra, 120 profissionais dominam outros dois idiomas para atender a demanda de estrangeiros que devem passar por Santos durante a Copa do Mundo. 80 motoristas falam espanhol e outros 40, inglês.
“Com a padronização dos táxis e, agora, com os motoristas falando outras línguas, eu posso dizer que nós estamos preparados para a Copa”, disse o representante da categoria, se desculpando com o prefeito e o presidente da CET por, em algum momento durante as tratativas sobre as mudanças, ter se exaltado. “Hoje eu vejo a importância dessa mudança, por isso eu peço desculpas se fui ríspido”.
Outra característica que diferencia o serviço de táxi em Santos é a vestimenta dos motoristas. Eles são obrigados a usar camisa polo e calça social durante os turnos de trabalho. No entanto, atendendo a uma reivindicação dos próprios condutores, a Prefeitura autorizou o uso de bermuda social ou jeans, na altura dos joelhos, sem estampas e somente nas cores preta, azul e bege. As mulheres poderão usar saias ou vestidos.
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Segundo os taxistas, apesar de grande parte dos veículos já possuir ar-condicionado, o problema maior ocorre quando os veículos ficam parados no ponto e o sistema é desligado.