A operação resultou em 26 mandados de busca e apreensão na Baixada Santista, com 19 deles sendo cumpridos em Guarujá / Divulgação/PMG
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A Polícia Civil revelou em um relatório ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) que o município de Guarujá possui vínculos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa informação integra os desdobramentos da Operação Hereditas, que investiga fraudes em licitações na cidade.
De acordo com o documento, a operação tem como alvo vereadores da Câmara Municipal e candidatos a cargos públicos nas eleições deste ano. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil, que detectaram indícios de irregularidades em processos licitatórios relacionados à Câmara e à Prefeitura de Guarujá.
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Entre os elementos investigados está um possível favorecimento de agentes públicos, com a suspeita de recebimento de propinas para facilitar as fraudes. O relatório aponta a existência de oito contratos ativos, totalizando mais de R$ 70 milhões, que estariam envolvidos em um esquema de corrupção, incluindo lavagem de dinheiro através de empresas de fachada, conhecidas como 'laranjas'.
Uma das empresas implicadas nas fraudes era de propriedade de Cristiano Lopes Costa, conhecido como 'Meia Folha', um dos líderes do PCC, que foi assassinado a tiros em março deste ano.
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A operação resultou em 26 mandados de busca e apreensão na Baixada Santista, com 19 deles sendo cumpridos em Guarujá. Em resposta às alegações, a Prefeitura de Guarujá afirmou em nota que não recebeu qualquer notificação relacionada à operação. Por sua vez, a Câmara Municipal declarou que irá acompanhar de perto todos os detalhes da investigação.
As revelações trazem à tona a preocupação com a integridade das instituições públicas na cidade e ressaltam a necessidade de um combate rigoroso à corrupção e ao crime organizado.