Cotidiano
Novo pleito pode acontecer em 4 de maio de 2025 e lista de prefeituráveis pode ganhar novos nomes para assumir a principal cadeira da cidade
Eleitores de Mongaguá devem voltar à s urnas no inÃcio de maio / Nair Bueno/DL
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Mongaguá está, definitivamente, sem prefeito eleito. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou recurso de Paulo Wiazowski Filho, o Paulinho (PP), e decidiu manter a inelegibilidade do candidato por 8 anos. Portanto, o vencedor das eleições do ano passado está inapto a assumir a Prefeitura.
Com a decisão, Mongaguá permanece nas mãos do Tubarão, apelido de Luiz Berbiz de Oliveira (União), eleito vereador e presidente da Câmara de Vereadores, que assumiu interinamente o Executivo, até uma nova eleição, que deve ocorrer entre 20 e 40 dias após homologada a decisão.
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Segundo o juiz eleitoral Paulo Alexandre Coutinho, uma mini eleição "expressa" deve ser preparada nos próximos dias, passando por todas as etapas necessárias até o dia do pleito. "Nós estamos aguardando uma resolução a ser editada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Esta resolução deve ser confeccionada ainda esta semana ou na semana que vem. Teremos novas eleições, que devem acontecer em um hiato de 40 dias. Nós do cartório eleitoral, mesmo que de forma incerta, estamos projetando que a eleição aconteça em 4 de maio de 2025", explica.
Coutinho ainda afirma que novos nomes podem estar à disposição da população para definir o novo chefe do Executivo de Mongaguá. "A definição dos candidatos dependerá de uma avaliação política a ser realizada nas convenções partidárias. Agora, há possibilidade de novos candidatos podem participar deste pleito", complementa.
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Com a expectativa de um novo pleito, candidatos que participaram das eleições em 2024 já se movimentam para a segunda chance. Para ajudar os eleitores, a reportagem do Diário do Litoral preparou uma lista para relembrar os prefeituráveis de Mongaguá. Confira:
Advogado e com 37 anos, Rafael foi candidato a prefeito pela coligação ‘Mongaguá Sempre em Frente’, formada pelos partidos Republicanos, Podemos, PRD, Novo e pela Federação PSDB Cidadania.
Vereador por dois mandatos, de 2009 a 2016, Rafael Redó foi candidato a prefeito em 2016, ficando em segundo colocado, com 8.560 votos. Em 2020, foi eleito vice-prefeito, com o prefeito Márcio Melo Gomes (Republicanos), com 14.046 votos. Em 2024, Redó teve 9.735 votos, cerca de 28,59%.
O empresário Rodrigo Cardoso Biagioni - o conhecido Rodrigo Casa Branca - tentou ser prefeito, aos 44 anos, pela quarta vez. O prefeiturável já atuou como vereador da cidade em dois mandatos - 2012 e 2016. Nas eleições do ano passado, Casa Branca teve 28,94% de indicações na urna (9.853 votos).
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Esposa do prefeito indeferido Paulinho Wiazowski deve ser a indicada para substituí-lo em um novo pleito para decidir o futuro de Mongaguá. Em recente pesquisa do Instituto Badra, a candidata venceria as novas eleições com folga. No ano passado, o marido foi eleito com 14.459 votos (42,47%).