Cotidiano

Entregadores anunciam greve e litoral de SP pode ficar sem serviços como iFood

A greve está sendo organizada pelas redes sociais e já conta com a adesão de trabalhadores em 20 estados

Luna Almeida

Publicado em 24/03/2025 às 18:09

Atualizado em 24/03/2025 às 18:10

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Atualmente, a região conta com cerca de 30 mil trabalhadores atuando nesse setor / Unsplash/Kai Pilger

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A população do litoral de São Paulo pode enfrentar dificuldades para pedir comida por aplicativo nos dias 31 de março e 1º de abril. Isso porque os entregadores que utilizam motos e bicicletas anunciaram uma paralisação para pressionar as plataformas de delivery por melhores condições de trabalho e reajustes na remuneração. 

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Atualmente, a região conta com cerca de 30 mil trabalhadores atuando nesse setor.

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O movimento, que ocorre em todo o país, reivindica uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, o aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50, a limitação do raio de atuação das bicicletas a três quilômetros e a remuneração integral de cada pedido quando múltiplas entregas são agrupadas em uma mesma rota. 

Além disso, também pretendem denunciar práticas consideradas antissindicais, como incentivos financeiros oferecidos por algumas empresas para desencorajar a participação na paralisação.

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Adesão no litoral de São Paulo

A greve está sendo organizada pelas redes sociais e já conta com a adesão de trabalhadores em 20 estados. 

No litoral, as maiores concentrações de entregadores estão em Santos, Guarujá, Cubatão, São Vicente e Praia Grande

A organização regional espera mobilizar cerca de seis mil entregadores nos dois dias de paralisação.

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Dessa vez, a estratégia foi alterada. Em outras ocasiões, as paralisações ocorriam aos finais de semana para afetar financeiramente as empresas. 

No entanto, desta vez, o movimento foi transferido para segunda e terça-feira, visando atingir a imagem das plataformas. 

A intenção é reduzir os impactos sobre trabalhadores que utilizam os aplicativos apenas nos finais de semana para complementar a renda.

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Desafios da categoria

A falta de consciência de classe é apontada como um dos principais desafios para a mobilização dos entregadores. A maior parte dos trabalhadores evita envolvimento com sindicatos, o que dificulta a organização da categoria. 

Apesar disso, líderes do movimento afirmam que a relação direta com os entregadores nas ruas tem facilitado o diálogo e ampliado a adesão ao protesto.

A paralisação dos entregadores por aplicativo na Baixada Santista reflete um movimento nacional em busca de melhores condições de trabalho. 

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Com a adesão prevista de milhares de profissionais, os próximos dias poderão testar a capacidade de organização da categoria e a resposta das plataformas de delivery.

Com informações do Jornal da Orla*

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