Apesar de ser um problema teoricamente recente, os danos à saúde já começam a ser observados ao redor do mundo / Pexels
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A presença de poluição nos mares terrestres não é fantasia; a situação é preocupante e real. No litoral brasileiro, diversos especialistas comprovaram a contaminação por microplásticos e até mesmo por cocaína.
Diversas equipes de pesquisadores desenvolvem artigos científicos sobre o tema. Recentemente, estudos comprovaram a presença dessas substâncias em camarões, chicletes e até mesmo em cações.
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Apesar de ser um problema teoricamente recente, os danos à saúde já começam a ser observados ao redor do mundo. No Brasil, oito pessoas tiveram a confirmação da presença de microplásticos em seus cérebros.
Em suma, são consideradas membros desse grupo partículas da substância com menos de 5 milímetros de tamanho. Além disso, o material é responsável por 92% da poluição dos oceanos e mares.
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Um estudo da equipe de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriu que de 80% a 90% do camarão-sete-barbas pescado no litoral de São Paulo já está contaminado por microplásticos.
A grande meta da pesquisa é avaliar os danos ecológicos e os possíveis impactos à saúde humana. O camarão desempenha um papel vital na culinária local.
Vale ressaltar que o material também foi divulgado pela Fapesp, no texto publicado como: Grupo investiga a presença de microplásticos em camarões no litoral de São Paulo.
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Em uma nova pesquisa, publicada na conceituada revista Science of the Total Environment, cientistas brasileiras descobriram fortes indícios de que os tubarões-bico-fino (Rhizoprionodon lalandii), o popular cação, estão expostos à cocaína. O estudo analisou peixes do litoral do Rio de Janeiro.
Vale destacar que a Agência Estado abordou o assunto no texto: Pesquisa inédita da Fiocruz detecta contaminação de cocaína em tubarões.
Um estudo apresentado na última terça-feira (25) afirmou que o ato de mascar chiclete pode liberar centenas de microplásticos na boca. O trabalho foi realizado pela Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles.
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No estudo, uma universitária da instituição mastigou sete pedaços de chiclete de dez marcas diferentes. Logo após, foi feita uma análise química de sua saliva.