Cotidiano

Com 87 ocorrências, número de assaltos dobra no Jardim Casqueiro, em Cubatão

Estatísticas do Estado também apontam que número de roubos e furtos de carros duplicou. Índices de ocorrências dos distritos da Região estão disponíveis para consulta no site www.ssp.sp.gov.br

Publicado em 26/02/2014 às 10:03

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As estatísticas da Secretaria de Segurança Pública — publicadas no site www.ssp.sp.gov.br — retratam uma situação preocupante: o número de roubos e furtos no Jardim Casqueiro em janeiro já é mais que o dobro do que foi registrado no mesmo período de 2013.

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Em janeiro do ano passado, o 2º Distrito Policial de Cubatão, que atua na área do Casqueiro, registrou 16 roubos (assaltos sob grave ameaça) e 24 furtos (sem presença da vítima, totalizando 40 ocorrências. Já no primeiro mês deste ano, foram registradas 58 ocorrências de roubo e 29 furtos, o que soma 87 caso. Durante todo o ano de 2013 foram registradas 524 ocorrências entre roubos e furtos.

Os índices no início dos anos anteriores também foram menores. Em janeiro de 2012 foram registradas 50 ocorrências entre roubos (33) e furtos (17). Durante o todo o ano, 683 casos foram registrados. Já no mesmo período em 2011, foram 54 casos registrados: 29 roubos e 25 furtos. No decorrer do ano, 643 ocorrências foram delatadas.

Os números cresceram também na esfera municipal, considerando a soma das ocorrências de todos os distritos da cidade. Em janeiro do ano passado ocorreram 77 roubos e 127 furtos — 204 casos. No ano todo foram registrados 2.546 casos da mesma natureza. Em 2014, foram registrados 301 ocorrências — 155 roubos e 146 furtos.

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Outro índice que dobrou na cidade é a de roubos e furtos de veículos (Foto: Matheus Tagé/DL)

Veículos

Outro índice que dobrou na cidade é a de roubos e furtos de veículos. Em janeiro deste ano foram 68 ocorrências (40 roubos e 28 furtos). No ano passado, no mesmo período, foram registrados 34 casos — 19 roubos e 15 furtos. Durante todo o ano de 2013 foram registradas 463 ocorrências da mesma natureza.

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Nem a capela do bairro escapou da violência

A Capela Jesus Ressuscitado, que fica na Ponte Nova, em Cubatão, está de portas lacradas. Por quê? Ladrões invadiram o local na noite de sábado, levaram diversos objetos de valor e vandalizaram o sacrário, jogaram as hóstias e itens sagrados no chão. “Foi triste de ver. A capela está lacrada por violação do sacrário, só vai abrir quando o Bispo (Dom Jacyr Braido) marcar uma data para fazer a reparação de profanação”, explica Graça Santana, uma das responsáveis pela coordenação do local.

Os invasores entraram por uma das janelas da capela e levaram a mesa do som, o amplificador e a caixa de retorno. “Mas o pior foi a violação do sacrário. Eles passaram por um dos vidros do vitral que fica bem na direção dos músicos. E depois acho que para sair arrombaram a porta perto do banheiro. Também reviraram a secretaria, acredito que atrás de dinheiro”, explica.

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Registro da ocorrência

No dia do assalto, a Polícia Militar foi acionada e, segundo Graça, orientou os fiéis a registrarem o boletim de ocorrência no próximo dia útil (neste caso, ontem), já que o 2º Distrito Policial de Cubatão, que cobre a área do Jardim Casqueiro, permanece fechado no fim de semana.

Questionado sobre o caso, o delegado responsável pelo distrito do bairro garante que este não é procedimento correto. “A ocorrência deve ser reportada imediatamente às autoridades policiais. O boletim precisa ser registrado assim que o crime acontece para que haja tempo de tomar as providências cabíveis. Ainda mais um assalto à igreja, o grupo que furtou o local pode ser perigoso e fazer algo pior”, afirma o delegado Paulo Roberto Motta.

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A autoridade ainda reforça. “Tenho 37 anos de profissão e com a minha experiência posso afirmar: registre a ocorrência. Se a delegacia estiver fechada ou cheia, faça pela internet. Delitos menores podem ser relatados pela web. Precisamos destes dados para melhorar o serviço”.

A Reportagem contatou a Polícia Militar para esclarecer a orientação às vítimas. Segundo o comandante da 4ª Companhia de Cubatão, Capitão PM Paulo Félix, muitas vítimas de furtos (quando não há a presença da vítima) preferem registrar a ocorrência em outro dia. “Geralmente, orientamos assim porque as pessoas estão muito nervosas e não conseguem mensurar o que perderam. Então, aconselhamos a fazer uma relação dos itens furtados e ir na delegacia mais tarde ou em outro dia”, explica.

No entanto, em caso de roubos (sob graves ameaças), o capitão garante que as vítimas são encaminhadas à delegacia pelo próprio policiamento. “O importante é registrar a ocorrência. Vítimas de roubos são encaminhadas para declaração imediata na delegacia. Na hora ou em outro dia, é preciso fazer o boletim de ocorrência”, aconselha.

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