Cotidiano
Queda expressiva nos primeiros meses de 2025 reflete ações diárias da Prefeitura; secretário destaca forte trabalho de conscientização da população
Resultado é atribuído às intensas ações da Prefeitura no combate ao mosquito Aedes aegypti / Divulgação/PMG
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Guarujá alcançou uma significativa redução de 87% nos casos de dengue nos primeiros três meses de 2025, comparado ao mesmo período de 2024. E melhor: fazendo o que toda Prefeitura deveria fazer em tempos de maior incidência.
Esse resultado é atribuído às intensas ações da Prefeitura no combate ao mosquito Aedes aegypti, incluindo iniciativas diárias de prevenção, controle e mobilização comunitária.
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De janeiro a março deste ano, foram registrados 485 casos, em contraste com os 3.905 casos contabilizados no ano anterior.
A equipe de Combate e Controle às Endemias, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), liderou essas iniciativas. Durante o primeiro trimestre, foram inspecionados 27.868 imóveis, além de 477 pontos de reciclagem e sucata, e 172 locais de grande circulação, como escolas, hospitais e creches.
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Adicionalmente, o município instalou 102 telas protetoras em caixas d'água, tornando-se a primeira cidade da Baixada Santista a oferecer esse serviço gratuitamente. Os moradores podem solicitar a instalação pelo telefone (13) 3341-6569.
Para intensificar o combate ao mosquito, a Prefeitura de Guarujá iniciou, na primeira semana de março, a nebulização veicular, aplicando inseticida em mais de 23 mil imóveis até o momento.
Paralelamente, foram promovidas campanhas educativas com a distribuição de faixas e banners em pontos estratégicos da cidade e publicações nas redes sociais.
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Em fevereiro, foi realizada a vacinação de 160 alunos, com idades entre 10 e 14 anos, nas escolas municipais Maria Aparecida Araújo e Giusfredo Santini, ambas no bairro Morrinhos. Essa ação contou com a autorização prévia dos responsáveis.
O secretário municipal de Saúde, Fábio Mesquita, ressaltou: "Se os estudantes não podem ir até as unidades de saúde, levamos as unidades até eles. A presença das equipes nas escolas facilita o acesso à vacinação e também ajuda os pais que enfrentam dificuldades para levar os filhos aos postos."
Guarujá também adotou o uso de peixes da espécie Poecilia reticulata, conhecidos como "barrigudinhos", para controlar a proliferação do mosquito. Esses peixes foram introduzidos em locais com acúmulo de água, como piscinas abandonadas e canteiros de obras.
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Atualmente, 128 pontos da cidade são monitorados com essa técnica. Ana Lúcia Gama, gerente de Combate e Controle às Endemias, destacou que a reincidência de focos caiu em cerca de 90% com essa estratégia.
O secretário Fábio Mesquita enfatizou que os resultados positivos são fruto de um trabalho coletivo: "A Prefeitura tem investido em ações diárias de prevenção e controle, mas o envolvimento da população foi essencial.
Com campanhas educativas, conscientização dentro das escolas e apoio da imprensa, conseguimos estimular atitudes responsáveis. Continuaremos trabalhando para manter Guarujá cada vez mais protegida."
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Enquanto Guarujá apresenta uma redução significativa nos casos de dengue, a Baixada Santista, como um todo, enfrenta desafios.
Em 2024, a região registrou 28.678 casos de dengue e 49 óbitos relacionados à doença. No primeiro trimestre de 2025, já foram confirmados mais de mil casos na região, com Guarujá liderando em números absolutos.
As autoridades de saúde intensificam ações preventivas, como vistorias e nebulizações, para conter a proliferação do mosquito.
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A primeira vítima da doença no Litoral de São Paulo em 2025 aconteceu em Peruíbe e a vítima foi um idoso de 92 anos, de acordo com a Prefeitura de Cidade.
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