Cotidiano

Ciclista atropelada por charrete na orla de Itanhaém morre em Praia Grande

A Prefeitura de Itanhaém informou que está acompanhando as investigações e destacou a proibição de veículos de tração animal na orla da praia

Luna Almeida

Publicado em 25/03/2025 às 19:55

Atualizado em 25/03/2025 às 21:07

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O atropelamento ocorreu entre os bairros Gaivota e Santa Cruz / Arquivo Pessoal

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A ciclista Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, faleceu na tarde desta terça-feira (25) após ter sofrido um traumatismo craniano ao ser atropelada por uma charrete na orla de Itanhaém, no litoral de São Paulo. 

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O acidente aconteceu na manhã de domingo (23) e, desde então, ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde acabou não resistindo aos ferimentos. 

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O falecimento foi confirmado pelo hospital e pelo marido da vítima.

Acidente aconteceu durante corrida de charretes

O atropelamento ocorreu entre os bairros Gaivota e Santa Cruz, por volta das 11h55 de domingo. 

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Segundo uma amiga de Thalita, que presenciou o ocorrido, charretes e carros estavam apostando corrida em alta velocidade na faixa de areia, onde havia muitos banhistas, incluindo crianças e animais de estimação.

De acordo com a testemunha, ela e Thalita pedalavam na praia quando perceberam a aproximação dos veículos. 

Ao tentar alertar a amiga, a testemunha desviou para a direita e, logo em seguida, ouviu um forte barulho. Ao olhar para trás, viu Thalita no chão, após ser atingida e arremessada pela charrete.

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Condutor alega que não viu a ciclista

O homem que conduzia a charrete afirmou às autoridades que não percebeu a presença de Thalita no caminho. Em seu depoimento, disse ter notado apenas outra bicicleta à esquerda, sem enxergar a vítima no momento da colisão.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, após o impacto, Thalita foi socorrida por um advogado que representava o condutor da charrete.

Ele a levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itanhaém, onde recebeu os primeiros atendimentos. 

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Devido à gravidade do traumatismo cranioencefálico, foi entubada e transferida para o Hospital Irmã Dulce, onde permaneceu em estado crítico até seu falecimento.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

Prefeitura de Itanhaém

Em nota, a Prefeitura de Itanhaém afirmou que, após o acidente, a paciente foi conduzida para a Unidade de Pronto Atendimento de Itanhaém por um dos acompanhantes do dono da charrete, que se apresentou como advogado do condutor. O SAMU não realizou o atendimento. 

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A paciente deu entrada na UPA, vitimada de um Traumatismo cranioencefalico (TCE) grave e foi submetida a uma intubação orotraqueal (IOT). O atendimento foi acompanhado pelo secretário municipal de Saúde, o médico Dr. Fábio Crivellari. 

Às 12h30, foi inserida no sistema Cross e transferida para o Hospital Irmã Dulce.

A Prefeitura de Itanhaém está acompanhando as investigações que estão sendo conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

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Proibido animais na praia

Com relação à presença de charretes na praia, a Administração afirmou que a cidade possui leis específicas que proíbem o ingresso e a permanência de animais na faixa de areia, bem como a circulação de veículos de tração animal destinados ao transporte de carga em vias públicas (Leis nº 3.553/2009 e 4.558/22, respectivamente). 

A Prefeitura de Itanhaém esclarece, ainda, que instalou obstáculos na Avenida Santa Cruz (divisa de Itanhaém com Peruíbe, que dá acesso ao local do acidente), porém, estes bloqueios foram retirados em atos de vandalismo. 

Além disso, a Guarda Civil Municipal realizou diversas operações de força-tarefa compartilhadas com o município de Peruíbe para fiscalizar essa prática irregular. 

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Há discussões junto ao Ministério Público Federal para criar obstáculos permanentes na região.

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