Cotidiano
Integrantes da Companhia já levaram o nome da Baixada Santista e do Brasil para Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, França, México, Uruguai, Chile e Argentina
Palhaços também percorrem o Brasil com seus espetáculos / Divulgação
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“Quero fazer o bem através do riso”. É assim que Plínio Soares define sua profissão de palhaço profissional. Ele, Paulo Barros e Walmir Santana voltaram recentemente de mais um dos festivais internacionais que a Bella Cia. já participou.
Fundada há 20 anos, a Companhia começou com teatro de bonecos e, com o tempo, foi incorporando os palhaços, reunindo circo e teatro.
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A última parada da Bella Cia. foi no “8º Fiesta Del Teatro Cúcuta”, que é o maior festival de teatro da região de Santander, na Colômbia. Com o espetáculo “Flor Flo Fl”, foram os únicos a representar não só a Baixada Santista, mas o Brasil no festival.
Em “Flor Flo Fl”, três palhaços, sendo um pipoqueiro, um noivo e um músico fazem da rua seu circo, em três cenas diferentes, e buscam resgatar o palhaço, figura ilustre no picadeiro.
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“Flor foi pensado para se apresentar no exterior, porque não tem comunicação verbal, tornando-se universal. Mas, ao mesmo tempo, tem muita interação com o público”, explica Plínio, que além de palhaço profissional, é fundador da Companhia, ator, dramaturgo e diretor.
Os sete integrantes da Companhia já levaram o nome da Baixada Santista e do Brasil para Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, França, México, Uruguai, Chile, Argentina e Colômbia.
Os palhaços também percorrem o Brasil com seus espetáculos e fazem diversas apresentações pela Baixada Santista. Mas acreditam ser mais reconhecidos lá fora. Todos os custos das viagens são pagos com o dinheiro de cachês e de ‘chapéu’ - quando eles passam o chapéu ao final do espetáculo. “Já tentamos apoio do governo, mas é muito complicado. O que temos é a ajuda de muitos parceiros”, relata.
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Na estrada a caminho de festivais, eles encontram outros grupos da Baixada e do Brasil. “Ver o trabalho dos outros é uma troca e sair do País faz parte do aprendizado do artista, pelo intercâmbio cultural”, comenta.
Em janeiro de 2018, a Companhia vai se apresentar no Eu Riso - Encontro Internacional de Palhaços, que acontece em Fernandópolis, São Paulo. O grupo aguarda ainda aprovação em outros festivais na Colômbia e na Venezuela.
Pouco tempo depois de voltarem da Colômbia o carro do irmão de Plínio, que estava com todo o cenário de “Flor Flo Fl”, foi roubado em São Paulo. “Achamos tudo queimado em um terreno depois. O festival de Cúcuta foi a última apresentação com o espetáculo daquela forma”. Apesar da tragédia, Plínio consegue enxergar o lado bom disso. “O palhaço valoriza o fracasso e se reconstrói a cada fracasso. Talvez seja a hora da gente se reinventar”, conclui.
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Praiaças
O movimento de palhaçaria feminina da Baixada Santista, Praiaças, que completou um ano em novembro, também foi idealizado pela Bella Cia. Hoje, reúne mulheres palhaças de diferentes companhias.
Juliana Bordalo é coordenadora do Movimento e uma das integrantes da Bella Cia. Para ela, a palhaçaria “é uma forma de expressão e manifestação, que traz as inquietações que as pessoas não conseguem colocar para fora”.
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A palhaça conta que em torno de 60 mulheres já passaram pela sede. “O objetivo do movimento é o diálogo entre as mulheres, porque é um lugar novo para nós. Antes, só havia palhaços e a gente tinha que se transvestir de homem para participar”, explica.
As Praiaças estão organizando um movimento de palhaças para 2018, que pretende reunir mulheres de diversos países na Baixada Santista.