Contraponto

São Vicente herda azar carnavalesco de Paulo Alexandre Barbosa

A escola de samba Sangue Jovem, que homenageou a Cidade, foi rebaixada obtendo o pior desempenho entre as oito escolas do Grupo Especial

Carlos Ratton

Publicado em 08/03/2025 às 12:30

Atualizado em 10/03/2025 às 09:24

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A Sangue Jovem celebrou os 500 anos de história da primeira vila do Brasil / Divulgação/PMS

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A prefeitura de São Vicente deu um azar violento neste Carnaval. A escola de samba Sangue Jovem, que homenageou a Cidade, foi rebaixada obtendo o pior desempenho entre as oito escolas do Grupo Especial, com 3,9 pontos a menos do que a campeã X-9.

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O prefeito Kayo Amado deveria se lembrar que se meter com Carnaval não é uma boa na Baixada santista. Todo santista lembra do fiasco do ano de 2016.

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Com mesmo otimismo de Amado, o então prefeito Paulo Alexandre Barbosa (hoje deputado federal) viu a Escola Grande Rio ficar quase em último lugar no carnaval carioca.

Tudo por conta de um enredo equivocado, esquecendo a rica história santista, preferindo ressaltar futilidades, como as xícaras, pires e pratos movimentados pelo Porto de Santos, a estrada da Cidade e até “brasília amarela” e Roberto Carlos cover. E olha que teve santista por trás do enredo.

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A Sangue Jovem, pelo menos, com o enredo 'Gohayó à Célula Mater - A Raiz de uma Nação', abordou os povos nativos e a chegada dos colonizadores na primeira cidade do Brasil. Ou seja, foi pelo caminho certo.

Antes dos desfiles, o presidente Diego Patola chegou a afirmar que os torcedores do Santos e os apaixonados pela Sangue Jovem iriam se orgulhar do trabalho feito ao longo do ano e talvez isso tenha deixado Amado esperançoso.       

Se Grande Rio tivesse seguido a linha da Sangue Jovem, lembrado dos canais de Saturnino de Brito, da Igreja do Monte Serrat (padroeira da Cidade), de Brás Cubas (fundador da Vila de Santos), das Fortificações que protegeram a cidade das invasões de piratas holandeses, dos grandiosos e internacionalmente conhecidos jardins da orla da praia (os maiores do mundo) e outros episódios, a história talvez seria diferente.

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Vale ressaltar que escola carioca também nem lembrou da vida sindical intensa e do navio Raul Soares que, durante a ditadura, serviu de prisão flutuante e ceifou diversas vidas, da Bolsa do Café, cujo prédio dispensa comentários, da Rua XV de Novembro, das Palmeiras plantadas pelo Imperador, entre outros fatos históricos.

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