Na capital, foi debatida a poluição nas praias e rios do Guarujá e da Baixada Santista / Divulgação/Sabesp
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Parece que a Nova Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) enfrenta problemas antigos. Um munícipe de Vicente de Carvalho denunciou a empresa no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) por conta da falta de água e baixa pressão nas torneiras.
Durante a semana, nas redes sociais, muitos outros revelaram problemas de desabastecimento no Perequê, Paecará, Jardim Santense, Conceiçãozinha, Morrinhos, Enseada, Vila Áurea, jardins Boa Esperança e Virgínia. Um abaixo-assinado também se encontra em andamento.
Recentemente, foi realizada uma audiência pública, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, organizada pela Associação Guarujá Viva e convocada pelo deputado estadual Mário Maurici (PT), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente da Baixada Santista, em que foram apresentadas questões que a empresa, agora privatizada, terá que ‘correr atrás’ para justificar a decisão do governo Tarcísio de Freitas.
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O encontro contou com a presença de representantes da Sabesp, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) – que deveria ser a maior fiscalizadora, mas que há anos aprova tudo que o governo de plantão determina - e do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).
Na capital, foi debatida a poluição nas praias e rios do Guarujá e da Baixada Santista. Um tema que deverá ser objeto de análise do Comitê de Bacias Hidrográficas da Baixada Santista, que a partir do próximo dia 31 deverá ser liderado pelo prefeito de Praia Grande Alberto Mourão.
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Entre dezembro e janeiro, a poluição ganhou visibilidade em decorrência de um surto de virose que atingiu cerca de 11 mil pessoas e sobrecarregou o sistema de saúde da região. José Manoel Ferreira, da Associação Guarujá Viva, defendeu que a fiscalização do sistema de saneamento seja reforçada para combater despejos clandestinos de esgoto – uma questão já debatida há décadas.
A Pesquisadora do Instituto Oceanográfico da USP, Luciana Frazão alertou para a necessidade de ampliar os investimentos em tecnologias de tratamento de esgoto para dar conta da expansão populacional que a Baixada Santista vem enfrentando.
Também se mostrou preocupada com o registro de contaminação das águas com antibióticos descartados de forma indevida, que poderiam gerar novas cepas de vírus e bactérias mais resistentes e de difícil tratamento.
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