Contraponto

Golpistas pregam ditadura que não existe

Quem não foi, fica pregando que o Brasil vive uma ditadura

Carlos Ratton

Publicado em 22/03/2025 às 06:50

Atualizado em 22/03/2025 às 09:19

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Donald Trump sofre pressão da opinião pública e derrotas sucessivas no campo judicial / Reprodução/Instagram

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Muitos políticos e simpatizantes que participaram do ato em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, pediram a anistia aos envolvidos no ataque de 8 de janeiro em Brasília - o maior já visto contra instituições da República desde que o Brasil voltou a ser uma democracia.

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Quem não foi, fica pregando que o Brasil vive uma ditadura. No entanto, no evento ou fora dele, ninguém foi preso, sofreu qualquer impedimento judicial ou ação policial violenta, como acontecia no Brasil entre 1964 e 1985. 

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Não se tem notícia de torturas, mortes, desaparecimentos e censura à Imprensa. O governador Tarcísio de Freitas até usou um avião do Governo de São Paulo para participar do ato estritamente político.

E o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) já afirmou que não há perseguições, prisões ou exilados políticos no Brasil.

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No entanto, nos EUA, que muitos bolsonaristas gostam de enaltecer como exemplo de democracia, vem ocorrendo demonstrações pouco democráticas. Donald Trump sofre pressão da opinião pública e derrotas sucessivas no campo judicial.  

Tudo por conta de inúmeras medidas como ameaçar quem faz manifestações, perseguir funcionários públicos e estudantes, promover deportações em massa, inclusive de brasileiros, ameaçar cortar verbas de estados governados por opositores e atacar à Educação e à Cultura ao ponto de artistas renomados saírem do País. 

Algumas foram barradas e outras dignas de uma ditadura já foram anunciadas. Uma juíza bloqueou a exclusão de pessoas transgênero das forças armadas promovida por Trump.  

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Aqui, bolsonaristas reclamam da ‘ditadura de Judiciário”. Há quem defenda o fim da ‘ficha limpa’. Em terras americanas, Trump não foge à regra, chama juízes de “encrenqueiros” e “agitadores”. Alguma semelhança entre Brasil de Bolsonaro e EUA não é mera coincidência.  

A Universidade de São Paulo (USP) garante que a manifestação em Copacabana teve 18,3 mil pessoas no seu ápice. A Datafolha diz 30 mil. A projeção de Jair Bolsonaro era de um milhão.

Na Baixada Santista, há políticos e políticas que defendem a decisão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de se licenciar do mandato na Câmara para ficar nos EUA. Fazem até pose com ele e alimentam as redes sociais. Ele até ameaça abrir mão do mandato.  

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No tempo do pai no poder, cansou de desfilar com a camiseta estampada com o rosto de Carlos Alberto Brilhante Ustra, o maior torturador do Brasil, e de dizer que para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) só era necessário um cabo e um soldado.

Nos EUA, agora, diz que vai se dedicar a convencer Trump de interferir na democracia brasileira, num ataque direto à soberania nacional. Insiste em dizer que aqui é uma ditadura e lá não.

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