O cineasta e jornalista santista Eduardo Ricci / Reprodução/Instagram
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É bastante sintomática a carta aberta publicada recentemente nas redes sociais e enviada ao prefeito Rogério Santos (Republicanos) pelo cineasta e jornalista santista Eduardo Ricci, alertando sobre a falta de um tratamento mais respeitoso e, porque não dizer, humanizado aos idosos que frequentam alguns equipamentos públicos de saúde de Santos.
Ricci, na verdade, escreveu o que alguns vereadores e o sindicato dos funcionários públicos vêm alertando há anos e deu como exemplo os serviços na Clínica Visão do Bem, que atende à população santista por meio de convênio com a Prefeitura.
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Recentemente, a vereadora do PSOL, Débora Camilo, usou as redes para mostrar o drama em outro equipamento público. Mesmo em vertente ideológica diferente, o vereador Sérgio Santana (PL) costuma fazer o mesmo.
Em 19 de fevereiro último, Ricci diz que foi testemunha de pacientes, muitos deles idosos e necessitando de cuidados especiais, sendo submetidos a uma espera de horas para serem atendidos.
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Segundo conta, a sala de espera, superlotada e com ar-condicionado ineficiente, somada à ausência de um sistema de distribuição de senhas, criou um ambiente de tensão e frustração generalizada.
“Lamentavelmente, a situação chegou a um ponto crítico, com relatos de atendentes e pacientes perdendo a paciência. O caso mais revoltante foi o de uma senhora com mais de 90 anos que, após aguardar por duas horas e 30 minutos, desistiu do atendimento e retornou para casa sem realizar o exame. Sua chegada às oito da manhã e partida às 10h30 representam um retrato desolador da falta de cuidado e respeito com os cidadãos santistas”, escreveu.
Ricci lembrou que, durante o último pleito eleitoral, Santos travou um embate com sua oponente acerca da precarização de alguns serviços de saúde, incluindo o tempo excessivo de espera para consultas e exames, as longas filas e as frequentes quedas de sistema.
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O cineasta pede que o prefeito implante um profissional de gestão de conflitos; melhor treinamento aos atendentes e sistema humanizado.
“É inadmissível que, em pleno século 21, a população santista seja submetida a tratamento desumano e indigno. A queda de um sistema não pode justificar a falta de respeito e consideração com aqueles que necessitam dos serviços de saúde”, finaliza.