Recentemente me perguntaram se todo vinho precisa envelhecer para se tornar excelente. E a resposta é que nem todos necessitam “descansar” para chegar no seu ponto ideal. Na verdade isso só se aplica para uns 10% dos fabricados atualmente.
As garrafas que descansam são para que a acidez fique equilibrada e os taninos mais “rebeldes” sejam arredondados, e assim os sabores e os aromas se tornem acentuados. Portanto se recomenda o envelhecimento para os vinhos que ainda não atingiram seu apogeu.
Atenção! Por isso, não pense que um vinho que “nasceu” ruim vai conseguir melhorar se for aplicado o processo de envelhecimento. Isso só funciona com taninos de qualidade. A verdade é que se nasceu ruim, vai morrer ruim.
Uma realidade atual no mundo da vinicultura é que cada vez mais os produtores estão preferindo trabalhar com os vinhos jovens, aqueles que não passam por barricas, aqueles que ficam prontos e já são colocados para venda e assim são consumidos em um ou dois anos. O resultado são vinhos comercializados a preços mais baixos, diferentes dos amadeirados que ficam doze, dezoito, vinte e quatro meses guardados nos tonéis, sejam de madeira, sejam de aço inoxidável.
“Três coisas importantes: Amor, Saúde e Dinheiro. Amor pelo vinho. Saúde para apreciar o vinho. Dinheiro para comprar bom vinhos”
Autor desconhecido