Tintos e Tantos Outros, o sabor e o saber do vinho

Além de Baco o vinho tem vários outros deuses

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Enquanto que as demais bebidas não possuem deuses nenhum, o vinho tem diversos protetores celestiais. Em uma roda de apreciadores de vinho, fatalmente aparecerá o nome do deus romano Baco, que apesar se ser o mais famoso, não é o único a ter seu nome ligado aos vinhedos. Baco, aliás, é a versão romana para o deus grego, Dionísio. Claro que há quem diga que Dionísio é mais famoso que Baco...
 
A verdade é que além dos gregos e romanos, outros povos como os egípcios, persas, etruscos, chineses também criaram mitos e personagens relacionadas a esta bebida tão especial. Vale recordar ainda que na cultura romana, antes mesmo de Baco, já havia o culto a Liber Pater, o deus da viticultura, da fertilidade e da liberdade.
 
Osíris na cultura egípcia era o deus da agricultura e também da vida após a morte, e foi quem primeiro cultivou uma vinha e a pisar os bagos para obter o vinho. Para os etruscos, Fufluns era o senhor das plantas, da felicidade e do vinho. Entre os judeus encontramos a história de Noé, o homem que fez a arca para sobreviver ao dilúvio, e segundo o livro do Gênesis foi lavrador e plantou uma vinha.
 
Na crença persa do profeta Zaratustra, um dos deuses criadores, Ahura Mazda, é ligado ao vinho e aparece sempre em oferendas com essa bebida. Seu nome significa sabedoria, mas também evoca a embriaguez.
 
Por fim, na Ásia, o taoismo também possui uma divindade vínica. É Lan Tsai Hou, ou Lan Caihe, um deus beberrão, que vivia nas praças cantando e, claro, falando sempre a verdade.
 
“O vinho tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia.
François Rabelais

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