Repórter da Terra
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Desde que o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola de Agricultura da USP (Cepea/USP) começou a monitorar o valor da saca de café, em janeiro de 1998, a cotação nunca havia atingido os R$ 2 mil.
Pois novembro veio para quebrar esse recorde de mais de 26 anos. Na Bolsa de Nova Iorque, a saca de 60 kg do café arábica também escalou a montanha dos preços, batendo recorde dos últimos 27 anos. E não falta grão no mercado! Também não há fundamentos até aqui para apostar em falta do grão em 2025.
Mas, só nos primeiros 25 dias de novembro, a alta no preço da saca do café de boa qualidade ultrapassou a barreira dos 30% na Capital Paulista, segundo o Cepea/USP.
O clima seco durante o período de florada dos cafezais no Brasil, em setembro e outubro, com deverá reduzir a produtividade da safra 2024/25 em apenas 1,4%, segundo projeção da consultoria Hedgepoint Global Markets. Mas, a mesma consultoria prevê um aumento 14,4% na disponibilidade de outra variedade de café, o robusta/conilon, no ano-safra de 2024/25.
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Então, o que justifica a disparada nos preços aqui e no mercado internacional?
A especulação!
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Capitalizados e cientes de que as cotações ganharam tração nas últimas semanas com a estratégia de segurar nos armazéns as sacas colhidas no outono/inverno deste ano, grandes produtores e cooperativas não têm colocado café na praça.
Tudo à espera de novas altas.
Resta saber como a indústria vai reagir a esse movimento especulativo baseado no principal fundamento do capitalismo: a lei da oferta e da procura. Se elas decidirem repassar de uma só vez ao consumidor, prepare-se!
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Jingle bells...
Com base na inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do final de dezembro de 2023 até o final de novembro deste ano, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (FIPE) aponta que o preço médio da cesta de Natal neste 2024 será de aproximadamente R$ 439,00. No ano passado, o valor era de R$ 402,00. A pesquisa avaliou 15 produtos da cesta e 11 da lista de outros itens natalinos.
...jingle all the way
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Mas, um raio-x mais apurado sobre a inflação da ceia de Natal deverá ser divulgado nos próximos dias pela Fundação Procon. A pesquisa anual feita pelo Procon-SP é mais específica para o Estado porque avalia os preços praticados pelos supermercados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Santos, Campinas e no ABC.
Se a banana está cara...
Aproveite: está sobrando melão amarelo na praça. Os atacadistas da Ceagesp têm derrubado os preços devido à grande produção da fruta no Rio Grande do Norte e no Ceará. As mangas palmer e tommy também estão em plena safra no Vale do São Francisco, entre a Bahia e Pernambuco e os preços são os menores do ano. Mas, é fundamental pesquisar porque há grande variação de preços no varejo.
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O sabor e o aroma...
É inegável que os mineiros dominam a alquimia de transformar leite em sabores e aromas irresistíveis. Agora, é a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) quem está prestes a se render ao Queijo Minas Artesanal.
...das montanhas de Minas...
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A iguaria feita com leite cru, isto é, sem pasteurização, deverá se tornar patrimônio da humanidade durante sessão anual do Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. A reunião ordinária começa neste domingo, em Assunção, no Paraguai, e segue até o próximo dia 7. Assim, o Queijo Minas Artesanal deverá se tornar o primeiro item gastronômico brasileiro reconhecido como patrimônio da humanidade.
...vai virar...
A produção artesanal se tornou patrimônio de Minas Gerais em 2002. Em 2008, ganhou também o reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E um requerimento da Associação Mineira de Produtores de Queijo Artesanal e da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais levou o Iphan a protocolar a candidatura na Unesco, em março de 2023.
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...patrimônio da humanidade
Caso consiga os votos necessários, o método de preparo do Queijo Minas Artesanal fará parte da lista de patrimônios da humanidade, que inclui a arte do pizzaiolo napolitano e ao café árabe na lista da Unesco.
Filosofia do campo:
“Ninguém sabe Minas. Só os mineiros sabem, e não dizem nem a si mesmos o irrevelável segredo chamado Minas”. Carlos Drummond de Andrade (1902/1987), escritor mineiro.
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