Última manifestação em Santos foi quinta (11), na Praia do Gonzaga, com enterro simbólico de deputados / Rodrigo Montaldi/DL
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Sindicatos de Santos e região filiados à Força Sindical, CUT, CGTB, CSB, CSP Conlutas, CTB, Intersindical, NCST e UGT reúnem-se hoje, às 15 horas, para definir os próximos passos da campanha contra as reformas trabalhista e previdenciária.
A reunião será no Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport) e o principal assunto será a ida de ônibus para o grande protesto nacional, em Brasília, na próxima quarta-feira (24). As próximas atividades na Baixada Santista também estão na pauta da reunião.
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Os sindicalistas avaliarão o protesto da noite de quinta-feira passada (11), na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, quando os deputados federais Beto Mansur (PRB), João Paulo Tavares Papa (PSDB) e Marcelo Squassoni (PRB) foram enterrados simbolicamente junto com os demais parlamentares que votaram a favor da reforma trabalhista na Câmara Federal.
Na areia da praia, esquina com a avenida Ana Costa, foram enterradas 296 cruzes, com velas ao lado, representando os deputados que votaram a favor da reforma trabalhista. Durante a semana, vários sindicatos pregaram cartazes em postes com as fotos dos três parlamentares e a frase “você tinha direitos trabalhistas, até estes deputados da região tomarem de você”.
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Rodoviários
O presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo (Fttresp), Valdir de Souza Pestana, defende a pressão sobre o Congresso Nacional baseado em números.
Segundo ele, a base do governo tem 413 deputados federais, sendo 240 de apoio consistente e 173 de apoio condicionado. Os senadores, por sua vez, são 54 consistentes e 11 condicionados.
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Conforme dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Pestana pondera que a oposição tem 100 deputados e 16 senadores: “Como se vê, a diferença é enorme”, diz ele.
Sintracomos
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos) de Santos e Região, Macaé Marcos Braz de Oliveira, também defende a pressão em Brasília.
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“O que está em jogo não é apenas a reforma da previdência e trabalhista”, diz o sindicalista, “mas outros pontos altamente danosos ao povo brasileiro, como a desindexação geral”.
Também com base em estudo do Diap, Macaé cita ainda a desvinculação orçamentária, especialmente das despesas com educação e saúde, além da redução do gasto público.
Coordenador da Força Sindical na região, ele critica também a prevalência do negociado sobre o legislado, prevista na reforma trabalhista, e o aumento da idade mínima para efeito de aposentadoria.
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Sindserv Guarujá
A presidenta do sindicato dos funcionários públicos da prefeitura de Guarujá (Sindserv), Márcia Rute Daniel Augusto, também defende a ocupação da capital federal.
“Não podemos aceitar o corte de direitos dos servidores e a proibição de novas contratações por vedação de concursos públicos nos próximos 20 anos”, diz a sindicalista.
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Márcia Rute critica ainda o que classifica de “desmonte do estado enquanto instrumento de prestação de serviços, por meio de insana reforma administrativa que desvaloriza os servidores”.
Sindest: ocupação de Brasília tem outras medidas além da reforma
O presidente do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, diz que a ocupação de Brasília tem a ver também com outras medidas além das reformas.
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O desconto dos dias paralisados em greve de servidor, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), “em sintonia com a agenda do governo, é um bom motivo”, diz o sindicalista.
“E o que dizer da decretação de inconstitucionalidade da súmula 331, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), permitindo a terceirização de atividade fim, também aprovada no congresso?”, pergunta.
Sintraport
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O presidente do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), Claudiomiro Machado ‘Miro’, que foi violentamente agredido pela polícia militar na greve de 28 de abril, prepara a ida a Brasília.
“Os portuários irão em peso”, garante o sindicalista. “Temos tradição de luta e os congressistas vendilhões da pátria e dos nossos direitos sociais que nos aguardem”.
“Como acham que podem, por exemplo, desmontar a previdência social e a legislação trabalhista como se elas não tivessem dono? São nossas e custaram muita luta de antepassados”, diz Miro.
Coordenador adjunto da Força Sindical, ele reclama que o governo, deputados e senadores “não tiveram sequer o cuidado que procurar as centrais sindicais”.