Cotidiano
Projeto da Rota Verde introduz o sistema inédito de pedágio eletrônico 'free flow' e prevê modernização de 426 km entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara
O pacote de obras aceleradas inclui duplicações, faixas adicionais e a recuperação contínua do pavimento / Divulgação/Rota Verde de Goiás
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O escoamento da produção agrícola no coração do Brasil está prestes a passar por uma mudança estrutural. Com um investimento previsto de quase R$ 7 bilhões ao longo de 30 anos, a concessão federal das BRs 060 e 452 em Goiás promete destravar gargalos históricos e modernizar a logística regional.
O projeto, operado pelo consórcio Rota Verde Goiás, foca na redução de custos e tempo de viagem em um dos eixos mais dinâmicos do agronegócio nacional.
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A estratégia central da nova gestão é elevar a capacidade e a segurança de um trecho dominado pelo tráfego intenso de caminhões. O pacote de obras aceleradas inclui duplicações, faixas adicionais e a recuperação contínua do pavimento.
Segundo estimativas ligadas ao projeto, a movimentação de obras, operação e serviços deve gerar cerca de 58 mil empregos diretos e indiretos durante o período do contrato.
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A grande vitrine tecnológica do corredor é a implementação do sistema free flow, o pedágio eletrônico sem praças físicas.
Nesse modelo, câmeras e sensores identificam os veículos, permitindo uma cobrança automática que elimina as filas e torna o tráfego mais fluido. A previsão é que esse sistema entre em operação plena em 2026, após as etapas regulatórias.
Para sustentar essa inovação e aumentar a segurança, o projeto também anunciou em 2025 uma parceria para levar cobertura 4G a todos os 426,2 km do traçado.
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Essa conectividade é essencial tanto para os requisitos técnicos do pedágio quanto para o suporte permanente aos usuários, que já contam com serviços de emergência 24 horas desde outubro de 2025.
A eficiência logística é um ponto crítico para Goiás, que registrou uma safra de 37,3 milhões de toneladas de grãos em 2024/25.
Especialistas do setor destacam que a melhoria na sinalização e no pavimento reduz danos aos veículos e atrasos nas entregas de insumos e proteína animal.
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Ao transformar o pavimento castigado em uma rota de alta performance, a concessão busca equilibrar o custo do pedágio com ganhos reais de previsibilidade para transportadores e produtores.
O sucesso da "Rota Verde" será medido na rotina de quem depende dessas estradas para levar a riqueza do Centro-Oeste para o restante do país e para o mercado externo.